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Mostrando postagens de novembro, 2013

Nada a fazer.

Se estivesse ao meu alcance, acho que mesmo assim nada faria. Embora tenha vinte anos de vida, ainda não tenho aquela segurança de que alguém um dia irá querer lutar por mim. e também não tenho mais aquela coragem de quando eu tinha dezesseis anos, para lutar por quem eu amo de verdade. A vida não é fantasia. E viver de ilusão já não me faz sentir feliz. Quando somos muito jovens, facilmente somos iludidos, e facilmente vivemos imersos nessa ilusão, acreditando cegamente que todos os nossos desejos irão se realizar... e tudo em nome do amor. Mas a gente cresce, acorda pra vida e percebe o quão tolos éramos. E vamos seguindo em frente, acreditando que um dia a sinceridade de um amor verdadeiro irá bater em nossa porta, entrar no nosso coração e nunca mais sair. Não digo que isso seja impossível, mas pra quem tanto sonha com isso, como eu, sofre com a espera. Pois talvez vivamos nossa vida inteira à espera desse amor, que talvez nunca chegue.

Momento depressão

Estou vazia de tudo. Sinto em meu peito uma vasta solidão. Uma perfeita certeza de que tudo de ruim que acontece comigo é porque eu mereço. Porque a felicidade jamais irá me alcançar. Não me sinto feliz, nem bem. Estou vazia. Se eu fosse um nada, pelo menos seria alguma coisa. E isso tudo não é escolha minha. Não estou assim porque quero, mas sei que poderia fazer algo para mudar essa situação, embora não faça. Para quê? Se tudo que eu sempre quis nunca chegou até minhas mãos. Agradeço por tudo que tenho, e reconheço o quanto sou imatura, e o quanto sou imbecil de ficar reclamando da vida magnífica que tenho, mas de tudo que eu faço para tentar ser feliz me foge. Vai embora e nunca mais volta. Queria poder um dia ir embora. Deixar novamente as coisas para trás. Não estou falando em fugir, mas deixar em paz as pessoas que fazem parte de minha vida, porque de algum modo, sei que não sirvo para nada. Não sirvo nem pra mim mesma. Apesar de gostar de mim, e não desejar ser ninguém mai...

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Tem hora que o sangue sobe fervendo para a nossa cabeça. Surge uma raiva tão grande que dá vontade de jogar tudo pro alto e derrubar qualquer coisa que atravesse nosso caminho. Parece que tudo resolve dar errado de uma vez. E isso tudo é muito irritante. Você não suporta nada e nem ninguém. E tudo o que dizem pra você, não faz o menor sentido e não significa nada aos seus ouvidos. Tem sempre aquele momento, em que dá vontade de mandar todo mundo pro quinto dos infernos. E que o mundo se exploda, porque "merda" não faz diferença. Mas é ódio momentâneo. Assim como o sangue sobe, ele também desce, e aos poucos a calma vai voltando ao seu devido lugar. Mas que é triste ser azarado, é sim. Nasci com dois pés esquerdos.